lectio_noticia_JMJ

Um novo instrumento de preparação para a Jornada Mundial da Juventude Rio2013 estará disponível para os jovens a partir do próximo mês. É o canal “Prepara-se”, que todo mês, até a JMJ, disponibilizará conteúdos para a formação espiritual dos peregrinos, como a Lectio Divina jovem, que é a Leitura Orante voltada para os jovens, com um tema diferente a cada mês.

Segundo padre Anísio José Schwirkowski, que reuniu esse conteúdo, seguindo o lema da JMJ Rio2013, “Ide e fazei discípulos entre todas as nações (Mt 28, 19), a Lectio Divina tem o objetivo de preparar o coração do discípulo no encontro com o Mestre. “Muitas vezes, num encontro, a coisa mais bonita é a preparação. O evento tem outro gosto quando você se prepara bem. Então, queremos formar o coração do discípulo com a Palavra. É ouvindo a Palavra, partilhando-a e colocando-a em prática que se vai formando o discipulado”, destacou.

No canal, serão publicados o subsídio para os jovens realizarem a Lectio Divina e um manual com orientações para os guias, que são aqueles que conduzirão as reuniões. Entre as dicas, estão o tamanho ideal do grupo, que deve ter de 10 a 15 pessoas, a necessidade de uma preparação cuidadosa de cada encontro pelos guias e a utilização das novas mídias, sobretudo as redes sociais, para o contato constante entre os integrantes do grupo.

De acordo com o sacerdote, esta Lectio Divina jovem foi preparada por especialistas. “Um biblista que já esteve mais de 20 vezes na Terra Santa escreveu os comentários para cada Lectio Divina de forma exclusiva. Então, são comentários novos. E também as dinâmicas que são sugeridas para os guias foram preparadas também por um especialista”

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por coroinhasbravo

Hino CF 2013

Cartaz_CF_2013

1 – Sei que perguntas, juventude, de onde veio

Teu belo jeito sempre novo e verdadeiro.

Eu fiz brotar em ti desde o materno seio

Essa vontade de mudar o mundo inteiro.

Refrão:

Estou aqui, meu Senhor, sou jovem, sou teu povo!

Eu tenho fome de justiça e de amor,

Quero ajudar a construir um mundo novo.

Estou aqui, meu Senhor, sou jovem, sou teu povo!

Para formar a rede da fraternidade,

E um novo céu, uma nova terra, a tua vontade.

Eis-me aqui, envia-me Senhor! (2x)

2 – Levem a todos meu chamado à liberdade

Onde a ganância gera irmãos escravizados.

Quero a mensagem que humaniza a sociedade

Falada às claras, publicada nos telhados.

Refrão

3 – Para salvar a quem perdeu a esperança

Serei a força, plena luz a te guiar.

Por tua voz eu falarei, tem confiança,

Não tenhas medo, novo Reino a chegar!

Refrão

por coroinhasbravo

2º Domingo do Tempo Comum / Ano C

“Cantai ao Senhor Deus um canto novo, manifestai os seus      prodígios entre os povos!” Salmo 95

 
PRIMEIRA LEITURA – Is 62,1-5
Teria Deus abandonado sua esposa Jerusalém por causa da infidelidade do seu povo? Teria Deus anulado a aliança feita outrora com Judá? O abandono total em que Jerusalém estava no pós-exílio suscitava essas perguntas. Mas a resposta é não. Javé não abandonou Jerusalém. O profeta anônimo (o 3º Isaías) vai levantar o moral do povo. Nosso texto, de fato, é visto como um poema nupcial. Javé vai voltar. Ele saiu apenas para executar a justiça contra os que exploram seu povo. Ele não vai se calar, nem terá sossego, enquanto a justiça de Jerusalém não brilhar como a aurora, e a salvação dela como um farol (v. 1). Reis e nações verão sua justiça e sua glória (v. 2). Todos alertarão que Javé está do lado dos sofredores e oprimidos. Com um amor e zelo de esposa, Jerusalém será uma coroa magnífica, um diadema real na mão do seu Deus (v. 3). Essas figuras poéticas traduzem a aparência de Jerusalém vista de longe. Seu nome será trocado de “Desolada” e “Abandonada” para “Minha Delícia” e “Desposada”. Estamos diante de expressões nupciais carregadas de afeto e ternura, pois o amor de Javé é grande para com o seu povo (v. 4). O v. 5 aponta para as delícias da vida a dois, a doação mútua numa lua de mel para mostrar que o perdão de Javé para o seu povo é total e seu amor não perdeu o entusiasmo e o encanto do primeiro amor. Javé está apaixonado por Jerusalém e fará dela o seu encanto diário diante de todas as nações. Nosso relacionamento para com Deus carrega esta sensibilidade do amor de Deus para conosco?
SEGUNDA LEITURA – 1Cor 12,4-11
Um dos inúmeros problemas da comunidade de Corinto era a questão dos carismas. A comunidade estava valorizando unicamente os carismas vistosos, que causavam impacto como falar em línguas, profetizar, fazer milagres. O importante para muitos da comunidade estava sendo “aparecer” com seus dons extraordinários. Em 14,23 percebemos que havia um tumulto na assembleia, todos querendo falar em línguas ao mesmo tempo. O apóstolo fez uma crítica severa dizendo que alguém de fora poderia achar que o grupo estava louco. Estamos diante de um reducionismo dos dons do Espírito, pois o Espírito é muito maior do que estes simples carismas e seus dons são incontáveis e ninguém pode limitar o Espírito de Deus. O Espírito distribui seus dons conforme sua própria vontade (v. 11) sem discriminação nem privilégios. Os vv. 4-6 dizem que o Espírito é o mesmo diante da diversidade dos dons, o Senhor é o mesmo diante da diversidade dos serviços, o Deus é o mesmo diante dos diferentes modos de agir. Aqui está afirmado que a fonte de tudo é a Trindade-Comunhão. Sem comunhão entre si e comunhão com a Igreja, o grupo carismático é uma mentira religiosa, um contra testemunho do Espírito. O elenco dos carismas é apresentado nos vv. 8-10 e a origem de todos é o mesmo Espírito. O v. 7 salienta a finalidade dos carismas: não é para aparecer, mas para utilidade (edificação cf. 14,5.12) de todos. Por fim devemos observar que os carismas mais ambicionados pela comunidade são colocados em último lugar: a profecia no penúltimo e o dom das línguas em último, como mais insignificantes. Os grupos carismáticos de hoje também precisam saber disso para não repetirem o erro dos corintos que estavam se agarrando ao periférico, no secundário em detrimento do mais essencial. Além disso, esses dois dons, estão submetidos a outros dois carismas de controle: o discernimento dos espíritos para testar a autenticidade da profecia e o carisma da interpretação para que os dons das línguas não seja balbucio inútil, mas sim edificação para a comunidade.
EVANGELHO – Jo 2,1-11
Este episódio é muito rico e carregado de simbolismo. Jesus está substituindo a antiga aliança por uma nova aliança. O relacionamento entre Deus e o povo de Israel era visto pelos profetas em termos de aliança matrimonial. Vamos fazer um rápido comentário. No 3o dia – expressão técnica que lembra a ressurreição de Jesus. Equivale ao 6º dia da criação, onde o homem é criado. Com sua ressurreição Jesus refaz a criação (cf. Jo 20,22) para celebrar, não mais no sábado mas nos domingos, (cf. Jo 20,19), a festa da nova e eterna aliança de Deus com os homens. “A mãe de Jesus estava lá”. O v. 6 diz que estavam lá também seis potes de pedra, representando a antiga aliança (dada em tábuas de pedra – os 10 mandamentos). A mãe de Jesus, portanto, simboliza o Antigo Israel fiel a Deus. De onde vem este simbolismo que a mãe de Jesus representava o Antigo Israel fiel? Vem do paralelismo entre as duas expressões estava lá (para a mãe de Jesus) e estavam lá (para os potes de pedra). Ela pertencia aquele povo da antiga aliança, mas era o resto fiel que vai gerar a Nova Aliança em Jesus Cristo. Enquanto a mãe de Jesus estava lá, Jesus e os discípulos que representam a Nova Aliança foram convidados. “Faltou vinho” e a mãe de Jesus constata isso diante de Jesus. A falta de vinho significa que a Antiga Aliança estava chegando ao fim, estava sem sentido, não produzia mais alegria. Vamos perceber no v. 6 que os potes de pedra que serviam para os ritos de purificação também estavam vazios. Eles simbolizam a Aliança do Sinai feita em tábuas de pedra. Mas tudo agora é um vazio. O v. 4, onde Jesus chama sua mãe de “mulher” mostra mais uma vez o caráter simbólico representativo da mãe de Jesus (cf. Jo 19,26). Jesus mostra a sua mãe que a Antiga Aliança não tem mais razão de ser. Ele vai inaugurar uma Nova Aliança, quando chegar a sua hora. A hora de Jesus se manifesta plenamente no momento da sua morte. Ali também sua glória e a glória do Pai serão plenamente manifestadas. A mãe de Jesus entende que o filho vai antecipar sua hora. Então ela dá uma ordem aos que estavam servindo. A ordem é fazer o que Jesus mandar. Os serventes simbolizam os discípulos de Jesus, os convidados da Nova Aliança, aqueles que fazem a vontade de Jesus. A ordem de Jesus é encher de água os potes vazios e os serventes a cumprem com precisão. Depois, Jesus manda tirar a água e levar ao mestre-sala. Aqui está a maravilha: a água levada é transformada em vinho de ótima qualidade. Interessante! O milagre acontece fora dos potes (cf. v. 9). Isto significa que Jesus não vai remendar a Aliança Antiga, mas substituí-la. Ele traz uma aliança Nova em seu sangue. O vinho simboliza o sangue que será derramado na cruz, onde a Aliança Nova será consumada. Jesus substitui a Lei, dada por Moisés, pelo amor misericordioso, pela graça que ele mesmo traz. (cf. 1,17). Para os profetas, quando viesse o Messias, haveria abundância de vinho. As seis talhas equivaliam mais ou menos a uns 600 litros de vinho. Isto significa que o Messias chegou mesmo, na pessoa de Jesus. Jesus é o esposo da Nova Aliança, do novo povo de Deus. O mestre-sala representa os dirigentes do povo. Percebemos como eles estavam por fora da situação do povo. Eles não cuidavam mais das necessidades do povo. O povo estava carente e abandonado. Mais uma vez lembramos o fim da Aliança Antiga. Jesus começa assim seus sinais. O sinal maior do seu amor misericordioso será a morte na cruz (cf. 15,13). Aqui ele começa a manifestar a sua glória. Na cruz ele manifestará a plenitude da sua glória, atraindo muitos a si.
por coroinhasbravo

A Eucaristia é o Nosso sustento

A Eucaristia está no coração da missão cristã e revela as chaves para se viver o espírito eucarístico na dimensão missionária. A Eucaristia edifica a Igreja e a Igreja faz a Eucaristia (Ecclesia de Eucharistia, 26). Assim, a missão da Igreja se encontra em continuidade com a de Cristo e obtém força espiritual da comunhão com seu Corpo e com seu Sangue. A finalidade é precisamente a comunhão dos homens com Cristo e, n’Ele, com o Pai e com o Espírito Santo (EE, 22).
Quando se participa do Sacrifício Eucarístico, percebe-se mais a universalidade da redenção e, consequentemente, a urgência da missão da Igreja, que “concentra-se em última análise, no próprio Cristo, que temos de conhecer, amar, imitar, para n’Ele viver a vida trinitária” (EE, 60), isto é em comunhão com a Santíssima Trindade.
Para viver da Eucaristia é necessário também consumir tempo em adoração diante do Santíssimo Sacramento, experiência que o próprio Papa João Paulo II partilhou conosco. “Como não sentir de novo a necessidade de permanecer longamente, em diálogo espiritual, adoração silenciosa, atitude de amor, diante de Cristo presente no Santíssimo Sacramento? Quantas vezes, meus queridos irmãos e irmãs, fiz esta experiência, recebendo dela força, consolação, apoio!” (EE, 25).
Assim como o beato João Paulo II, também posso dizer que a Eucaristia é o meu sustento, de onde tiro minhas forças, meu consolo nas tribulações e as respostas para muitas interrogações. A adoração a Jesus Eucarístico é a direção todo o meu dia. Faça dela o seu alimento diário e o sustento para sua alma. Viva intensamente este encontro com Aquele que é o alimento da vida eterna.
Seu irmão,
Monsenhor Jonas Abib
por coroinhasbravo

ENQUETE

por coroinhasbravo

Poema: Ser Coroinha

 

Ser Coroinha por AMOR

sempre disposto a se doar;

servindo com grande fervor

nosso Senhor que nos vem amar.

Eu vou anunciando

o cordeiro que traz a salvação,

pelas veredas vamos caminhando

discernindo a nossa vocação..

Sem preguiça vou servindo

na atitude ensinando

na diferença pesistindo

objetivo proclamando:

“Nós somos a carta de Cristo”

por coroinhasbravo

Regras de ouro para ler a Bíblia


1. Leia a Bíblia todos os dias
Eis a principal regra de ouro: ler a Bíblia todos os dias. Sem exceção. Leia-a quando tiver vontade e quando não tiver também! É como remédio: com ou sem vontade, tomamos, porque é necessário; com a Sagrada Escritura é a mesma coisa. Assim como alimentamos o corpo, todos os dias, alimentemos, diariamente, o nosso espírito com a Palavra de Deus.

2. Tenha uma hora marcada para a Leitura
Para grande parte das pessoas, a melhor hora de ler é de manhã cedinho. Elas se levantam para ler a Bíblia antes das outras ocupações e do começo do movimento em casa. Há, porém, quem tenha dificuldades para fazer isso. São pessoas que, pela manhã, sentem-se pesadas, sonolentas. Elas não conseguem se concentrar. O importante é descobrir o melhor período para você e fazer dele a sua hora marcada com a Bíblia, sendo-lhe fiel.
“Você não está apenas lendo a Bíblia, você está buscando um encontro com a Palavra de Deus”, ensina monsenhor Jonas

3. Marque a duração da Leitura
São preferíveis 20 minutos de leitura todos os dias do que a empolgação de quem planeja muito, mas, depois, não vai em frente. Marque a duração da leitura e seja-lhe fiel. Muitas pessoas que, de início, exigiram muito de si mesmas, agora se confessam satisfeitas com o fato de sentirem um envolvimento e uma motivação tamanhos que a disciplina deixou de ser uma exigência para elas. Elas precisam de mais tempo, pois o trabalho ficou com gosto de “quero mais”.

4. Escolha um bom lugar
Ter o nosso cantinho é muito bom. Não precisamos de nada especial, o que importa é contar com um lugar tranquilo, silencioso, que facilite a concentração e favoreça a criação de um clima de oração para fazer o nosso trabalho bíblico. Lembre-se, todavia, que o lugar é uma coisa secundária: ele é apenas um meio para trabalharmos melhor e com maior resultado. Importante mesmo é, em qualquer lugar, realizar com dedicação a nossa tarefa.

5. Leia com lápis ou caneta na mão
Não se trata de simplesmente ler; devemos fazer uma leitura ativa. Um meio simples e eficaz é ler a Palavra de Deus com lápis ou caneta na mão. Sublinhe as passagens mais importantes, as coisas que lhe falaram e que o tocaram de modo especial. Não tenha medo de riscar a sua Bíblia. Ela é um instrumento de trabalho. Com o texto bíblico bem marcado, vai ser fácil você se lembrar das passagens e encontrá-las quando procurar.

6. Faça tudo em espírito de oração
Você não está apenas lendo a Bíblia, mas buscando um encontro com a Palavra de Deus. Está à procura de um contato íntimo com a Palavra Viva do Senhor, a qual fala a você. Trata-se de um diálogo: você escuta, acolhe, sensibiliza-se e responde. É um encontro vivo entre pessoas vivas, um encontro de pessoas que se amam. Muitos experimentaram essa relação. Experimente-a você também.

Deus o abençoe!

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

por coroinhasbravo